Não fraquejar é combatê-los.
Odiá-los significa alimentá-los.
Não desistir, é maneira de cansá-los.
Decepcioná-los é uma forma de feri-los"
(ESPINDOLA, Ramadan Pereira, 2010).
Fundador do Biblioram. Professor de Kung-fu/Wushu da Associação Hasse de Cultura Oriental e Artes Marciais. Formado em Administração. Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Santa Catarina
email: ramapereira1@hotmail.com
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Final da década de 90. Num sábado a noite qualquer, fui até o Shopping Beira-mar de Florianópolis/SC. Numa tradicional loja de cds encontrei um amigo de infância, Daniel Bas, músico e que ainda cursava a universidade de Lingua Portuguesa. Ele me convidou para ir ao show de sua Banda, uma tal de OSBERBIGÃO, que eu até já tinha ouvido falar. Meses atrás, vi também alguns outdoors pela cidade, e honestamente, o nome soava meio sertanejo, caipira, vanerão, na verdade um monte coisa tosca passou pela minha cabeça. Perguntei a ele, o que eles tocavam. “Rock n’ roll velharia”, respondeu Daniel. Eu acostumado numa fase de Heavy metal, falei: “Opa, legal!!”. O primeiro show que fui, aconteceu na sexta-feira posterior ao convite, numa danceteria localizada na Rodovia SC401, a famosa LUPUS BEER, o mesmo local onde anos atrás pude curtir os shows dos RAIMUNDOS e ULTRAJE ARIGOR. Quando vi os berbigas em palco pela primeira vez, notei que transmitiam uma impressão curiosa, pois trajavam roupas sociais, camisas fora da calças e gravatas engraçadas estampadas com personagens de desenhos infantis. Esse figurino chamava a atenção, e era completado com os integrantes calçando tênis All Star. Segundo Marcelo Peixoto, baterista da banda, os calçados eram comprados no Mercado Público. Aquela noite na Lupus foi legal para caramba, e abriu as portas para eu conhecer melhor a sonoridade dos anos 50 e 60. Meu gosto musical era muito carente de BEATLES, ROLLINS STONES e, principalmente, CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL. Depois disso, fiquei mais amigo dos caras, saíamos juntos todos os finais de semanas quando eles não tocavam, e algumas vezes vi eles bêbados além da conta. Fui a centenas de apresentações deles, e isso foi uma oportunidade de frequentar as principais casas de shows e bares da região da Grande Florianópolis/SC. Nunca vou me esquecer da CREPERIA, o inferninho da Rua Bocaiuva, eita lugarzinho rock n’ roll. Foi nesse lugar que vi algumas vezes os Berbigas dividindo o palco com outras bandas locais. Antes de irmos para os shows, a primeira parada era a YELLOWS, uma pizzaria do bairro Trindade e, geralmente, a jornada noturna terminava lá pelas 4 da manhã na HOUSE, uma super lanchonete pioneira em servir lanches enormes e com direito a vinagrete. Eu fui como um motorista, e acreditem, alguns integrantes do grupo chegaram a empurrar meu carro, um gol chaleira branco que consumia gasolina como se fosse água e ainda exalava um cheiro de queimado quando subia o Morro da Lagoa da Conceição. Certa vez quase briguei no Armazém Vieira, pois um babaca cismou injustamente com um dos músicos da banda. E foi por intermédio dos Berbigas, que pude conhecer outros conjuntos tradicionais de Florianópolis, como os Chefes, Get Back e Quarteto Banho de Lua. A formação da banda do meu amigo, o baixista Daniel, foi mudando após o lançamento do álbum “vento”, e acredito que aí foi o divisor de águas que contribui para as saídas dos irmãos Peixoto, caras admiráveis. Esse segundo disco possui canções bem “palha”, termo usado pelos próprios músicos ao se referirem a algo muito careta ou meia boca. Em relação ao eterno primeiro cd, o mais rock que já foi lançado na cidade, “Vento” foi apenas um “sopro”, mas que levou muita coisa embora, entretanto fez surgir um novo repertório ao set list das apresentações. Os caras estavam tocando Bon Jovi, White Stripes, Coldplay e um monte de coisa oposta a identidade inicial do grupo. Nesse período, um novo local para shows apareceu, o CÉLULA, onde a grupo foi uma das percursores – e há quem diga “um dos idealizadores”. O lugar abrigou e contribui com a criação do CLUBE DA LUTA (imagem ao lado esquerdo), um festival inovador e merecedor de elogios, destinado a bandas independentes, ou seja, um incentivo as músicas próprias, canções estas que Osberbigão nunca mais tocaram. Não fui na “A ultima valsa” – título usado para o show de adeus da banda - por alguns motivos: 1- Não gosto de despedidas. 2-Tenho minhas dúvidas que realmente isso seja um “FIM”. 3- Essa estória de “FIM” para mim é uma palhaçada, uma espécie de mentira com prazo de validade ainda não determinado, mas isso ninguém precisa saber. Imagino com esperança que daqui a alguns anos ou décadas essa, que é uma das bandas mais queridas de Floripa, subirá novamente nos palcos do bom e velho rock n’ roll florianópolitano. Não tem jeito, a saudade aumentará, a coçeira vai ser de esfolar, e o retorno é inevitável. Enquanto isso, todos fãs e simpatizantes, inconformados ou não, devem desejar toda sorte do mundo a esses queridos músicos que fizeram a alegria de muita gente. Obrigado, BERGIGAS! Valeu pelas alegrias e noitadas! Sejam felizes, meu amigos....... e até Breve!
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